Modernidade e Eurocentrismo é o tema desta atividade de História para o 7º ano, elaborada para ajudar os estudantes a compreender como a ideia de modernidade se consolidou a partir de experiências europeias e por que certas narrativas históricas deixaram outros povos em segundo plano. O material reúne leitura, interpretação, análise crítica e produção escrita, pronto para usar, com tudo para sala de aula.
A proposta desenvolve a habilidade EF07HI01 da BNCC por meio de situações que discutem as expressões “Novo Mundo” e “descoberta”, os pontos de vista presentes em mapas e relatos e o reconhecimento das contribuições históricas de sociedades africanas e americanas. Inclui questões diversificadas, gabarito comentado e orientações de correção para o professor.
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Questões
Texto 1 — O que chamamos de modernidade?
Na Europa, entre os séculos XV e XVIII, ocorreram transformações na circulação de mercadorias, na produção de conhecimentos, na política e nas viagens marítimas. Historiadores costumam usar o termo modernidade para estudar essas mudanças. Porém, essa divisão do tempo foi elaborada a partir de experiências europeias e não descreve, da mesma maneira, a história de todos os povos.
Nesse mesmo período, sociedades da África, da América e da Ásia possuíam culturas, conhecimentos, formas de governo e trajetórias próprias. Quando a Europa é apresentada como o centro ou o modelo de toda a história, temos uma visão eurocêntrica. Estudar outros pontos de vista ajuda a identificar quem aparece e quem é deixado de fora das narrativas históricas.
1) Segundo o Texto 1, qual alternativa apresenta uma compreensão mais adequada da modernidade?
(a) Todas as sociedades passaram pelas mesmas transformações ao mesmo tempo.
(b) É uma ideia histórica associada a mudanças estudadas a partir da experiência europeia, mas não é a única trajetória possível.
(c) É o período em que os povos americanos começaram a ter história.
(d) Significa que o modo de vida europeu era superior ao dos demais povos.
2) Por que é problemático afirmar que sociedades não europeias eram “atrasadas” apenas porque seguiam caminhos históricos diferentes dos europeus?
Texto 2 — Quem chamou de “Novo Mundo”?
Em muitos escritos e mapas europeus dos séculos XV e XVI, a América foi chamada de “Novo Mundo”. Mas o continente não era novo para os povos indígenas que já o habitavam havia milhares de anos. A expressão revela o ponto de vista de quem chegava da Europa.
Todo mapa ou relato é produzido em um tempo e por pessoas com interesses e conhecimentos específicos. Por isso, é importante perguntar: quem elaborou essa representação, para quem ela foi feita e quais vozes ficaram de fora?
3) Leia as afirmações e marque V (verdadeiro) ou F (falso). Depois, reescreva uma das afirmações falsas para torná-la correta.
( ) O nome “Novo Mundo” expressava o ponto de vista de muitos europeus.
( ) Os povos indígenas não tinham história antes da chegada dos europeus.
( ) Mapas e relatos podem revelar escolhas de quem os produziu.
( ) O eurocentrismo considera todas as sociedades referências igualmente centrais.
Reescreva uma das afirmações falsas:
4) Associe os conceitos às definições. Escreva a letra correta nos parênteses.
(A) Modernidade
(B) Eurocentrismo
(C) Perspectiva histórica
(D) Invisibilização
( ) Colocar a Europa como referência universal para avaliar outras sociedades.
( ) Deixar histórias ou contribuições de alguns grupos pouco visíveis.
( ) Ideia e conjunto de transformações interpretados historicamente.
( ) Modo de interpretar o passado a partir de um lugar e de um tempo.
5) Compare as expressões “descoberta da América” e “chegada dos europeus à América”. Por que a segunda expressão pode representar melhor a presença dos povos indígenas?
Texto 3 — Duas maneiras de apresentar o passado
Legenda A: “A expansão europeia levou a civilização a povos sem história.”
Legenda B: “Povos da América, da África e da Europa possuíam histórias e saberes próprios. Seus encontros envolveram trocas, conflitos e relações desiguais.”
As duas legendas acima foram criadas para esta atividade. Não são documentos históricos autênticos. Compare as formas como elas representam os povos.
6) Qual das duas legendas apresenta uma visão eurocêntrica? Identifique-a e apresente duas razões para sua escolha.
7) Qual alternativa expressa uma interpretação histórica que valoriza a diversidade de experiências?
(a) A Europa foi a única região capaz de produzir conhecimentos.
(b) Diferentes povos criaram saberes, tecnologias e modos de viver próprios.
(c) A história de outros continentes só começou com as viagens europeias.
(d) Todos os encontros entre povos ocorreram sem conflitos.
8) Complete as frases com as palavras do quadro. Use cada termo uma única vez.
Banco de palavras: eurocentrismo • exclusão • inclusão • diferentes
a) Colocar a Europa como referência universal para a história é uma forma de ____________________.
b) O silenciamento das experiências de certos grupos pode produzir ____________________.
c) Reconhecer outros protagonistas amplia a ____________________ de perspectivas na narrativa.
d) Relatos produzidos em épocas e lugares distintos revelam ____________________ pontos de vista.
Texto 4 — Avaliando uma legenda de museu
Legenda de uma exposição imaginária:
“A história das viagens pelo oceano foi feita apenas pelos navegadores europeus. Antes de sua chegada, os demais povos não tinham conhecimentos importantes.”
A legenda foi criada para ser analisada e corrigida. Considere que diferentes sociedades desenvolveram conhecimentos sobre agricultura, astronomia, comércio, orientação e navegação.
9) Identifique duas falhas da legenda da exposição imaginária. Em seguida, cite um exemplo de conhecimento desenvolvido por sociedades fora da Europa.
10) Reescreva a legenda da exposição em três ou quatro frases, reconhecendo a participação de diferentes povos nas relações históricas e sem esconder conflitos ou desigualdades.
Habilidades trabalhadas
| Código | Descrição |
|---|---|
| EF07HI01 | Explicar o significado de “modernidade” e suas lógicas de inclusão e exclusão, com base em uma concepção europeia. |
Gabarito da atividade de Modernidade e Eurocentrismo
Atividade 1: Alternativa (b). A modernidade é uma construção histórica relacionada a transformações especialmente estudadas a partir da Europa; outras sociedades desenvolveram trajetórias próprias.
Atividade 2: Resposta esperada: é problemático julgar todos os povos por um único padrão europeu. Sociedades têm histórias, saberes e formas de organização diferentes, que não devem ser classificadas como inferiores por esse motivo.
Atividade 3: V, F, V, F.
Reescrita possível: “Os povos indígenas já possuíam história antes da chegada dos europeus.”
Também se aceita: “O eurocentrismo toma a Europa como referência privilegiada, em vez de considerar todas as perspectivas em igualdade.”
Atividade 4: Sequência das definições: B – D – A – C.
Atividade 5: Resposta esperada: “descoberta” pode sugerir que não havia habitantes ou história anterior. “Chegada dos europeus” reconhece que povos indígenas já viviam no continente.
Atividade 6: Legenda A. Ela apresenta os europeus como únicos portadores de “civilização” e nega a existência de história e saberes dos outros povos. A legenda B reconhece diferentes sujeitos e relações.
Atividade 7: Alternativa (b).
Atividade 8:
- a) eurocentrismo
- b) exclusão
- c) inclusão
- d) diferentes
Atividade 9: Resposta esperada: a legenda ignora outros protagonistas e nega os conhecimentos que diferentes povos desenvolveram. Exemplos aceitos: agricultura e calendários de sociedades americanas; arquitetura, comércio e técnicas de sociedades africanas; conhecimentos de navegação de povos de diferentes regiões.
Atividade 10: Resposta pessoal, com critérios. Verificar se o texto reconhece conhecimentos e participações de povos da América, África e Europa; se evita apresentar a Europa como única protagonista; e se menciona, com precisão, trocas, conflitos ou desigualdades.
Exemplo de resposta: “As viagens marítimas aproximaram diferentes sociedades. Povos africanos, americanos e europeus já possuíam histórias e conhecimentos. Esses contatos envolveram trocas, mas também disputas e desigualdades.”



