Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana são movimentos fundamentais para compreender as críticas ao domínio português no final do século XVIII. Nesta atividade de História para o 8º ano, os alunos investigam o contexto colonial, a cobrança de impostos, a circulação de ideias iluministas e as diferenças entre os projetos de liberdade. O material reúne textos de apoio, questões variadas, ilustração temática e gabarito, pronto para usar, com tudo para sala de aula
A proposta estimula a comparação entre os grupos envolvidos nas duas conjurações, o reconhecimento da participação popular e a análise de como acontecimentos da Europa e das Américas se relacionaram às tensões locais. Alinhada à habilidade EF08HI05 da BNCC, a atividade favorece leitura, interpretação de fontes didáticas, argumentação e pensamento crítico.
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Questões
Texto-base 1 — O contexto e a Conjuração Mineira
No fim do século XVIII, o Brasil era uma colônia de Portugal. A Coroa controlava o comércio e cobrava tributos. Ideias do Iluminismo e o exemplo da independência dos Estados Unidos (1776) inspiraram críticas ao poder colonial. Essas ideias eram interpretadas de maneira diferente por cada grupo social.
Em Minas Gerais, em 1789, a redução do ouro extraído, os impostos e a ameaça da derrama — cobrança forçada de tributos atrasados — aumentaram a insatisfação. Um grupo formado principalmente por pessoas influentes, religiosos, militares e letrados planejou separar a região do domínio português e estabelecer uma república. Não havia consenso sobre o fim da escravidão. O plano foi denunciado antes da revolta começar; Tiradentes foi executado em 1792.
1) Qual alternativa apresenta uma causa importante da Inconfidência Mineira?
a) Fim do comércio de ouro em toda a América.
b) Cobrança de impostos e ameaça da derrama.
c) Proibição de morar nas cidades mineiras.
d) Independência política já conquistada por Minas.
2) Explique o que era a derrama e por que ela causava preocupação na região mineradora.
3) Marque V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmação.
( ) Ideias iluministas circularam na América portuguesa.
( ) Todos os grupos sociais participaram igualmente da conspiração.
( ) O plano mineiro foi descoberto antes da revolta ocorrer.
( ) A abolição da escravidão era consenso entre os inconfidentes.
Texto-base 2 — A Conjuração Baiana
Em 1798, na cidade de Salvador, a falta de alimentos acessíveis, as desigualdades sociais e o domínio colonial alimentavam insatisfações. Ideias de liberdade e igualdade associadas à Revolução Francesa (1789) circulavam entre moradores da cidade. No movimento chamado Conjuração Baiana, ou Revolta dos Alfaiates, destacaram-se artesãos, soldados e trabalhadores pobres, muitos deles negros e pardos.
Panfletos afixados nas ruas criticavam o poder português e divulgavam propostas como república, liberdade e igualdade. Havia também críticas à escravidão, embora nem todos os envolvidos defendessem exatamente as mesmas mudanças. O movimento foi reprimido; quatro participantes foram executados em 1799. Comparada à Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana apresentou participação popular mais expressiva.
4) Associe cada característica ao movimento: (1) Inconfidência Mineira, (2) Conjuração Baiana ou (3) ambos.
( ) Ocorreu em 1789, em meio a tensões sobre a tributação do ouro.
( ) Divulgou reivindicações por meio de panfletos em Salvador.
( ) Contestou a autoridade da Coroa portuguesa.
( ) Teve participação marcante de alfaiates e soldados pobres.
5) Complete o trecho com as palavras do banco. Use cada termo uma única vez.
Banco de palavras: SALVADOR • 1798 • IGUALDADE • ALFAIATES
A Conjuração Baiana aconteceu em __________, na cidade de ________________. Entre seus participantes estavam os ________________; um dos ideais debatidos era a ________________.
6) Por que a presença de trabalhadores pobres, negros e pardos na Conjuração Baiana é importante para compreender a diversidade de projetos de liberdade daquele período?
Fontes de estudo — Paráfrases didáticas
As sínteses abaixo não são transcrições literais de documentos da época.
Documento A
Em Minas, parte dos conspiradores discutia o rompimento com Portugal, a criação de uma república e mudanças na cobrança de tributos.
Documento B
Em Salvador, panfletos divulgados nas ruas apresentavam críticas ao domínio colonial e ideias de liberdade e igualdade.
7)
a) Indique a qual movimento cada documento se refere.
b) Explique uma diferença entre os modos de organização ou divulgação das ideias nesses movimentos.
8) Organize os acontecimentos na ordem cronológica, escrevendo as letras na sequência correta.
A. Conjuração Baiana (1798)
B. Independência dos EUA (1776)
C. Execução de líderes baianos (1799)
D. Inconfidência Mineira (1789)
Ordem: ______ → ______ → ______ → ______
9) Qual conclusão compara os movimentos sem apagar suas diferenças?
a) Os dois reuniram os mesmos grupos sociais e tinham objetivos idênticos.
b) Ambos contestavam Portugal, mas tinham participantes e propostas diferentes.
c) A Conjuração Baiana defendia o fortalecimento da monarquia portuguesa.
d) Nenhum dos dois dialogava com ideias que circulavam pelo Atlântico.
10) Em 4 a 6 linhas, explique como problemas locais e ideias vindas de outras partes do mundo influenciaram as duas conjurações. Apresente uma semelhança e uma diferença entre elas.
Habilidades trabalhadas
| Código | Descrição |
|---|---|
| EF08HI05 | Explicar os movimentos e as rebeliões da América portuguesa, articulando as temáticas locais e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas Américas. |
Gabarito da atividade de Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana
Atividade 1: Alternativa b) Cobrança de impostos e ameaça da derrama.
Atividade 2: Derrama era a cobrança forçada de tributos atrasados ligados ao ouro. A medida poderia ampliar dívidas e pressões sobre moradores de Minas.
Atividade 3: V, F, V, F. Nem todos os grupos participaram igualmente; o fim da escravidão não era consenso entre os inconfidentes.
Atividade 4: 1, 2, 3, 2, respectivamente.
Atividade 5: 1798; Salvador; alfaiates; igualdade.
Atividade 6: Resposta pessoal. Observar se o estudante relaciona a participação popular à ampliação das reivindicações e reconhece o protagonismo de grupos socialmente marginalizados.
Atividade 7:
a) Documento A: Inconfidência Mineira; Documento B: Conjuração Baiana.
b) Em Minas houve articulação sobretudo em círculos conspiratórios; na Bahia, panfletos tornaram ideias públicas nas ruas.
Atividade 8: B → D → A → C.
Atividade 9: Alternativa b) Ambos contestavam Portugal, mas tinham participantes e propostas diferentes.
Atividade 10: Resposta pessoal. Verificar se o estudante menciona causas locais (tributos e mineração em Minas; desigualdades e carestia na Bahia), ideias atlânticas e uma semelhança e diferença entre os movimentos.



