Atividade Sobre Calendarios Africanos 5o Ano

Atividade sobre Calendários Africanos – 5º ano

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Confira a atividade sobre Calendários Africanos, elaborada para o 5º ano do Ensino Fundamental, com gabarito e alinhada à BNCC. Pronta para usar, com tudo para sala de aula.

Nesta atividade, os alunos irão compreender que diferentes sociedades africanas desenvolveram formas próprias de marcar a passagem do tempo, relacionando calendários à natureza, à agricultura, à religião, ao comércio, à memória e à identidade cultural. As questões propõem reflexões sobre o calendário egípcio antigo, o calendário etíope, ciclos de mercado e formas tradicionais de organização do tempo em povos africanos, valorizando a diversidade cultural e combatendo visões simplificadas sobre o continente africano.

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Questões

  1. Leia o texto.

Em muitas sociedades africanas, marcar o tempo não significava apenas contar dias iguais em uma folha de calendário. O tempo podia ser percebido pelas cheias dos rios, pelas fases da Lua, pelo tempo de plantar e colher, pelos dias de mercado, pelas cerimônias religiosas, pelas festas dos ancestrais e pelos ciclos da comunidade. Assim, um calendário também podia guardar conhecimentos sobre natureza, espiritualidade, trabalho, memória e identidade.

a) Segundo o texto, por que um calendário pode ser considerado uma criação cultural?


b) Marque a alternativa que melhor representa a ideia principal do texto.

a) Todos os povos africanos usavam o mesmo calendário.
b) Os calendários servem apenas para contar dias e meses.
c) Os calendários podem expressar o modo como uma sociedade entende a natureza, o trabalho e a vida coletiva.
d) Os calendários africanos não tinham organização, pois eram diferentes do calendário atual.

c) Explique por que a alternativa errada pode transmitir uma visão preconceituosa sobre o continente africano.



  1. No Egito antigo, a passagem do tempo estava muito ligada ao rio Nilo. As cheias do rio ajudavam a fertilizar a terra, influenciando o plantio e a colheita. Por isso, o calendário egípcio antigo se relacionava com a agricultura e com a observação da natureza.

O calendário e o rio Nilo no Egito antigo

No Egito antigo, o rio Nilo era muito importante para a vida das pessoas. Todos os anos, suas águas subiam e inundavam parte das terras próximas ao rio. Quando a água baixava, deixava o solo mais fértil, facilitando o plantio. Por isso, os egípcios observavam com atenção os ciclos da natureza para organizar o trabalho, a agricultura, as festas e outras atividades da sociedade.

O calendário egípcio antigo tinha relação com esse ritmo do rio. O ano era dividido em períodos ligados à cheia, ao plantio e à colheita. Assim, marcar o tempo não era apenas contar dias: era uma forma de planejar a sobrevivência, organizar a comunidade e compreender a relação entre natureza, trabalho e cultura.

Uma criança disse: “O calendário egípcio era importante porque ajudava as pessoas a saberem quando plantar, colher e organizar trabalhos.”

a) A frase da criança está:

a) incorreta, pois calendários antigos não tinham relação com a vida prática.
b) correta, pois o calendário ajudava a organizar atividades sociais e agrícolas.
c) incorreta, pois o Egito antigo não observava a natureza.
d) correta, mas apenas porque copiava o calendário europeu.

b) Além da agricultura, cite outro aspecto da vida social que poderia ser organizado por um calendário.


c) O que essa relação entre calendário e rio Nilo revela sobre a importância da natureza para aquela sociedade?



  1. O calendário etíope, usado na Etiópia, possui 13 meses. Por ser diferente do calendário gregoriano, algumas pessoas dizem, de forma equivocada, que “a Etiópia está atrasada no tempo”.

a) Essa frase demonstra:

(   ) respeito às diferenças culturais.
(   ) comparação cuidadosa entre calendários.
(   ) uma visão preconceituosa, pois trata um calendário diferente como inferior.
(   ) conhecimento histórico correto, pois só existe um jeito certo de contar o tempo.

b) Reescreva a frase “a Etiópia está atrasada no tempo” de uma forma respeitosa e historicamente adequada.


c) Por que estudar calendários diferentes pode ajudar a combater a ideia de que apenas a cultura europeia é referência para o mundo?

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  1. Alguns povos iorubás, da África Ocidental, organizaram formas tradicionais de marcar o tempo com semanas de quatro dias ligadas a divindades, rituais e práticas religiosas. Isso mostra que, em algumas sociedades, religião e calendário estavam profundamente relacionados.

Observe a tabela fictícia inspirada nessa lógica:

Dia do cicloSentido principal
Dia 1Homenagem a uma divindade ligada à criação e à sabedoria
Dia 2Consulta espiritual e decisões importantes
Dia 3Trabalho, força, proteção e ferramentas
Dia 4Memória, celebração e equilíbrio da comunidade

a) O que essa organização revela sobre a relação entre religião e identidade cultural?


b) Marque a alternativa mais adequada.

(   ) A religião não tinha relação com a marcação do tempo.
(   ) O calendário podia organizar práticas religiosas, sociais e comunitárias.
(   ) O calendário só servia para marcar aniversários.
(   ) Povos que usavam calendários religiosos não tinham conhecimento sobre o tempo.

c) Em sua opinião, existe algum calendário atual que ainda marque festas religiosas? Dê um exemplo e explique.

  1. O povo Akan, da África Ocidental, possui sistemas tradicionais de contagem do tempo que combinam ciclos. Um exemplo é o ciclo de 42 dias, chamado Adaduanan, usado para marcar dias especiais, cerimônias e momentos importantes da vida coletiva.

Imagine que uma comunidade tenha um ritual a cada 42 dias.

a) Se o primeiro ritual aconteceu no dia 1, em quais dias aconteceriam os próximos três rituais? Faça o cálculo.


b) Essa forma de contar o tempo é mais ligada a:

(   ) ciclos repetidos da comunidade.
(   ) datas comerciais internacionais.
(   ) feriados escolares modernos.
(   ) relógios digitais.

c) Explique por que um ciclo de 42 dias pode ser tão organizado quanto um mês de 30 ou 31 dias.


  1. Entre os povos Igbo, da região da atual Nigéria, existem dias tradicionais de mercado, como Eke, Orie, Afọ e Nkwọ. Esses dias ajudam a organizar encontros, comércio e circulação de pessoas.

Imagine que uma vila organize sua feira assim:

Dia 1: Eke
Dia 2: Orie
Dia 3: Afọ
Dia 4: Nkwọ
Dia 5: Eke
Dia 6: Orie
E assim por diante.

a) Qual será o dia tradicional de mercado no dia 11?


b) Qual será o dia tradicional de mercado no dia 16?


c) O que esse tipo de calendário mostra sobre a importância do comércio e da convivência entre comunidades?


d) Marque a alternativa que melhor interpreta esse exemplo.

(   ) O calendário só serve quando é igual ao calendário usado no Brasil.
(   ) Os dias de mercado mostram que o tempo também pode ser organizado pelas necessidades sociais e econômicas.
(   ) Os povos Igbo não tinham forma de organizar o tempo.
(   ) Um calendário de quatro dias é sempre menos complexo do que um de sete dias.

  1. Compare as situações abaixo.

Situação 1: Uma sociedade organiza o ano de acordo com as cheias de um rio.
Situação 2: Uma sociedade organiza semanas conforme dias de mercado.
Situação 3: Uma sociedade marca dias especiais para homenagear divindades e ancestrais.
Situação 4: Uma sociedade usa um calendário oficial para documentos, escola e governo.

a) Relacione cada situação a uma função do calendário.

(   ) Função econômica
(   ) Função religiosa
(   ) Função agrícola
(   ) Função administrativa

b) Explique por que um mesmo calendário pode ter mais de uma função ao mesmo tempo.


c) Crie um exemplo de calendário que organize a vida de uma escola, mas que também valorize a memória da comunidade escolar.


  1. Leia a frase:

“Os calendários africanos mostram que o tempo pode ser contado de muitos modos, mas também pode ser vivido de muitos modos.”

a) Explique, com suas palavras, a diferença entre “contar o tempo” e “viver o tempo”.


b) Dê um exemplo de algo que sua família, escola ou comunidade usa para “viver o tempo”, mesmo que não esteja escrito em um calendário oficial.


c) Marque a alternativa que melhor completa a frase:
Estudar calendários africanos ajuda a perceber que...

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(   ) todos os povos devem abandonar seus calendários tradicionais.
(   ) só existe conhecimento verdadeiro quando há relógios e calendários impressos.
(   ) diferentes sociedades criam formas próprias de organizar a vida, a memória e as crenças.
(   ) calendários antigos não têm relação com a História.

  1. Analise a afirmação abaixo:

“Os povos africanos não tinham noção de tempo antes da chegada dos europeus.”

a) Essa afirmação está correta? Justifique.



b) Que exemplos estudados nesta atividade podem ser usados para contestar essa frase?


c) Reescreva a afirmação de maneira correta e sem preconceito histórico.



d) Por que frases como essa podem apagar conhecimentos produzidos por povos africanos?


  1. Proposta final: criação reflexiva.

Imagine que sua turma foi convidada a criar um “calendário da memória e da convivência”, inspirado na ideia de que calendários podem marcar não apenas datas, mas também valores, histórias e relações com a natureza.

a) Escolha quatro dias ou ciclos importantes para esse calendário da turma. Eles podem estar ligados a cuidado, memória, estudo, natureza, ancestralidade, leitura, alimentação, solidariedade ou convivência.





b) Explique o significado de cada dia ou ciclo escolhido.





c) Dê um nome para esse calendário.


d) Escreva um pequeno texto explicando por que o calendário criado pela turma também é uma forma de expressar identidade cultural.
















Habilidades trabalhadas

CódigoDescrição
EF05HI08Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos
EF05HI03Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos.
Habilidades trabalhadas na atividade sobre Calendários Africanos

Gabarito da atividade sobre Calendários Africanos

Atividade 1:
a) Porque expressa o modo como uma sociedade organiza a vida, observa a natureza, realiza festas, cultos, trabalhos e preserva memórias.
b) Alternativa C.
c) Porque passa a ideia falsa de que a África teria uma única cultura ou um único modo de viver, ignorando a diversidade de povos africanos.

Atividade 2:
a) Alternativa B.
b) Possíveis respostas: festas, rituais, impostos, trabalho coletivo, construção, comércio, organização política.
c) Revela que a natureza era fundamental para a sobrevivência, a agricultura, a economia e a organização social.

Atividade 3:
a) Alternativa C.
b) Possível resposta: “A Etiópia utiliza um calendário próprio, diferente do gregoriano, com outra forma histórica e cultural de organizar o tempo.”
c) Porque mostra que existem várias referências culturais legítimas, e não apenas as europeias.

Atividade 4:
a) Revela que a religião podia organizar práticas sociais, valores, festas, decisões e formas de pertencimento.
b) Alternativa B.
c) Resposta pessoal. Exemplos possíveis: Natal, Páscoa, Ramadã, festas de santos, Corpus Christi, entre outros.

Atividade 5:
a) Dias 43, 85 e 127.
b) Alternativa A.
c) Porque segue uma repetição lógica, socialmente reconhecida e usada para organizar a vida coletiva.

Atividade 6:
a) Dia 11: Afọ.
b) Dia 16: Nkwọ.
c) Mostra que o comércio também organiza encontros, deslocamentos, trocas e relações sociais.
d) Alternativa B.

Atividade 7:
a) Econômica: situação 2. Religiosa: situação 3. Agrícola: situação 1. Administrativa: situação 4.
b) Porque uma data pode servir, ao mesmo tempo, para plantar, celebrar, comercializar, reunir pessoas e organizar decisões.
c) Resposta pessoal, desde que apresente relação entre tempo escolar e memória coletiva.

Atividade 8:
a) “Contar o tempo” é medir dias, meses e anos; “viver o tempo” é dar sentido a esses momentos por meio de experiências, memórias, rituais e relações.
b) Resposta pessoal.
c) Alternativa C.

Atividade 9:
a) Não. A afirmação é preconceituosa e historicamente incorreta. Diferentes povos africanos desenvolveram formas próprias de marcar o tempo.
b) Exemplos: calendário egípcio antigo, calendário etíope, ciclo Akan, semana iorubá, dias de mercado Igbo.
c) Possível resposta: “Diferentes povos africanos criaram formas próprias de marcar e organizar o tempo, de acordo com suas culturas, religiões, economias e relações com a natureza.”
d) Porque desvaloriza conhecimentos africanos e reforça a falsa ideia de que apenas a Europa produziu organização, ciência e cultura.

Atividade 10:
Respostas pessoais. Espera-se que o aluno crie um calendário com sentido coletivo, explique os ciclos escolhidos e relacione tempo, memória, convivência e identidade cultural.

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Sobre a Autora

Anna Oliveira

Licenciada em Letras, Anna Clara de Oliveira uniu sua vivência como professora ao interesse pelas possibilidades do ambiente digital, criando o site Atividades Aulas para oferecer recursos práticos e acessíveis a professores e alunos de todo o país.

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